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Oscar honorário de Chaplin completa 37 anos

Fevereiro 23, 2009

Aproveitando que hoje é dia de Oscar® vejo uma ótima ocasião para revermos um momento muito especial na história da Awards Academy: a entrega do Oscar® Honorário para Charles Chaplin, pelo conjunto da obra, em 1972.

“Vocês são maravilhosos”- disse o mestre, emocionado. Hollywood tentara reparar a grande falha de ter ignorado os grandes feitos que Chaplin fizera pelo cinema mundial. Após 20 anos de exílio, não podendo retornar aos Estados Unidos até então, recebeu sem rancor a premiação mais que merecida. Detalhe: recebeu um visto especial autorizando a sua permanência de no máximo 2 dias nos EUA. Cinco anos depois da “homenagem”, Charles Chaplin faleceu na sua mansão em Vevey, Suíça.

Confira o vídeo:

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Feliz 2009!

Janeiro 9, 2009

Mesmo um pouco atrasado não poderia deixar de desejar um ano maravilhoso para todos os leitores do Blog Chaplin, agradecendo as manifestações positivas que tenho recebido nesses quase 2 anos de Blog no ar.

Para retribuir a altura a consideração que recebo de vocês, estou disponibilizando para download (torrent) neste primeiro post de 2009 um verdadeiro achado, de suma importância para quem deseja conhecer a fundo o grande mestre da cinematografia mundial: How to Make Movies, um pequeno filme que mostra Chaplin no seu local de trabalho. Não há dúvida que essa peça tem valor histórico e serve para mostrar aos admiradores desse grande pioneiro como as coisas eram feitas 90 anos atrás.

How to Make Movies

How to Make Movies

Informações sobre o filme:

Gênero: Documentario (?)
Diretor: Charlie Chaplin
Duração: 15 minutos
Ano de Lançamento: 1918
País de Origem: USA
Idioma do Áudio: Mudo
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0430199/

Download How to Make Movies. 1918


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Papercraft

Novembro 28, 2008

Para montar e se divertir

Para montar e se divertir

Um divertido papercraft* de Chaplin para as crianças de todas as idades. =) Para montar, baixe o arquivo na caixa de downloads (lado direito do blog). Procure o arquivo Papercraft Chaplin, basta imprimir e mandar ver na diversão!

* Papercraft (Papekura em japonês) é um tipo de modelismo de miniaturas, o papel modelismo, que consiste em construir objetos tridimensionais a partir de papel, utilizando-se de vários pedaços de papel que são cortados, dobrados e colados, formando objetos e miniaturas em 3D.

Está arte de modelismo na verdade já é bem antiga e existe desde a idade média, quando os japoneses e chineses já há desenvolviam através dos origamis e kaigamis, de onde o papercraft evoluiu.

Fonte: http://www.freewebs.com/ppercraft/

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Nova Enquete

Novembro 26, 2008

Olá pessoal!

Depois de uma longa temporada sem postar, me deparei com uma novidade (pelo menos pra mim) nos recursos do Blog WordPress: A opção de Enquete. Lógico que não perdi tempo e resolvi colocar uma sobre o Chaplin. A pergunta é bem simples: Qual o melhor filme de Chaplin na sua opinião? Sei que é difícil escolher apenas um filme diante de tantos, mas faça uma força, afinal, só poderá optar por um.

Abraço.

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Take 3

Setembro 4, 2008

“A beleza existe em tudo – tanto no bem quanto no mal. Mas somente os artistas e poetas sabem encontrá-la”.

Charles Chaplin

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Take 2

Setembro 4, 2008

“A beleza é, no meu entender, uma onipresença da morte e do encanto, uma risonha melancolia que discernimos em todas as coisas da Natureza e da existência, essa comunhão mística que sente o poeta… algo assim como um raio de sol dourado e poeira que esvoaça, ou como uma rosa caída na sarjeta”.

Charles Chaplin

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Take 1

Setembro 4, 2008

“A beleza é a única coisa preciosa na vida. É difícil encontrá-la mas, quem consegue, descobre tudo”.

Charles Chaplin

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Chaplin, os judeus e O GRANDE DITADOR

Setembro 4, 2008

Numerosos críticos se preocuparam em tentar desvendar se Chaplin era de origem judaica ou não.

Com exceção do prenome de sua mãe, Hannah, tipicamente israelita, não há nada mais que confirme essa tese.

Em 1921, ele declarou: “Não sou judeu – porém estou convencido de que pelo menos uma pequena gota desse sangue corre em minhas veias”.

Numa entrevista concedida em 1940, já se expressaria de uma forma diferente: “Eu me sentiria orgulhoso de ser judeu, mas não possuo uma gota sequer de sangue judeu. Por outro lado, tenho algo de cigano em minhas origens.” (Em sua autobiografia ele conta que sua avó materna era cigana.)

Certa ocasião Chaplin rememora que Cecil B. de Mile havia-lhe dito: “É perigoso numa época como esta querer fazer graça à custa da guerra”.

Mas a idéia o excitava, muito mais porque, algum tempo antes, em Augusta – uma cidade note-americana -, vendendo bônus pró-guerra, um juiz local lhe dissera: “O que me agrada em você é o seu conhecimento do que é fundamental. Você sabe que a parte menos digna de uma pessoa é o seu traseiro. E suas comédias provam isso. Quando dá um pontapé no traseiro de um senhor pomposo, você o priva de toda sua dignidade…”

“Não resta a menor dúvida – respondeu Chaplin -, a bunda é a sede da nossa dignidade…”

Curiosidade: Em outubro de 1940, Chaplin lança um dos seus maiores sucessos: The Great Dictator (O Grande Ditador. O filme foi uma antevisão do maior genocídio da história, praticadoo pelos nazistas. Mais tarde Chaplin diria: “Se eu tivesse conhecido os verdadeiros horrores dos campos de concentração alemães, jamais poderia ter realizado um filme como O Grande Ditador – a ridicularização da loucura homicida dos nazistas. O que eu quis foi mostrar o absurdo do discurso a favor dasraças de sangue puro”.

Fonte: O Pensamento Vivo de Chaplin (Martin Claret, 1984)
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Raridade: UMA ENTREVISTA DE CHAPLIN

Julho 10, 2008

Navegando pelo mundo virtual em busca de novas fatos acerca da vida e obra de Chaplin, para compartilhar com vocês neste blog, encontrei uma raridade. Na versão on-line da Folha de São Paulo, deparei-me com uma reportagem de 05 DE MAIO DE 1954 envolvendo uma entrevista com Charles Chaplin. O Almanaque Folha On-line tem o objetivo de resgatar reportagens, artigos, imagens e anúncios pitorescos e de valor histórico e cultural das páginas dos jornais do Grupo Folha, publicados desde 1921. Segue o artigo:

CURIOSAS DECLARAÇÕES DO GRANDE ARTISTA – UM LIVRO QUE JAMAIS SERÁ DADO A MAC CARTHY*

*Neste texto foi mantida a grafia original da época

O jornalista italiano Alfredo Paniucci, de “Epoca”, obteve em fins do mês passado uma entrevista de Chaplin – em sua vila de Corsier-Vevey, Genebra – que pode ser considerada sensacional. Correra uma noticia, na França e na Italia, que Chaplin, ao comemorar seu 65º aniversario, no dia 16 ultimo, receberia os representantes da imprensa daqueles dois paises para uma entrevista coletiva. Na realidade, tratava-se de mero boato. O grande ator nada havia marcado e foram numerosos os jornalistas que fizeram inutilmente a viagem, voltando apenas com algumas fotos da residencia de Chaplin e no maximo de um ou dois de seus filhos. Paniucci, entretanto, foi mais persistente. Insistiu, junto ao mordomo, para ser recebido. Este, após tenaz resistencia, comprometeu-se a falar com o criador de “Luzes da Ribalta”: se ele estivesse de bom humor, no dia seguinte, era provavel que concederia a entrevista. E o reporter italiano voltou, para conversar com Chaplin, dele obtendo declarações que, se não são novas, não deixam de ser curiosas.

Depois de descrever o aspecto da vila, as particularidades que pôde notar, na sala de espera, Paniucci, que é o primeiro jornalista a ser recebido por Chaplin na sua vila suiça, diz que ele lhe parece, em trajes esportivos, com um aspecto extraordinariamente juvenil. Seus olhos azuis, sobretudo, são sorridentes como os de um menino. Conduz o reporter a uma pequena colina nos fundos de sua vila, depois de recusar o chapéu, que lhe oferece sua esposa: “Não sou tão velho assim para necessitar de chapéu”, diz. E sai, quase correndo, acompanhado pelo reporter. Na colina, faz um gesto amplo com os braços, parecendo querer alçar voo e diz: “Deste ponto, domino o lago.”

Ambos regressam e Chaplin vai mostrar o quem possui na sua vila. Aponta para um espelho, “puro estilo Chippendale” e sobre uma escrivaninha o reporter observa apontamentos que acredita serem de um “script”. São folhas divididas ao meio, escritas do lado direito, ao passo que do esquerdo algumas notas apenas. Chaplin fala, mostrando suas famosas porcelanas, mas a atenção do jornalista é despertada por uns quadros abstracionistas.

Chaplin pergunta: “Gosta?” E acrescenta : “Para mim são profundamente antipaticos. Tenho-os na parede exclusivamente porque, vendo-os, saio desta sala, de que não gosto.” Mal termina a frase e abre uma porta que dá para o estudio, decorado de moveis austeros e escuros. As quatro paredes estão recobertas de livros. Poucos discos sobre a vitrola, entre os quais a “Nona” dirigida por Toscanini. Chaplin aponta para os livros, denotando orgulho. São todos luxuosamente encadernados. De uma estante tira uma edição de Shakespeare, 1700, impressa em Londres. O jornalista vê, nas estantes, obras de Thakerav, de Platão, Maupassant, Plutarco, Balzac, Dickens, Poe e Thomas Payne. Num angulo, descobre “Mein Kampf”, de Hitler. Chaplin exclama, sorrindo: “Não sou nazista, não. Li-o antes de realizar “O Grande Ditador”. Mac Carthy gostaria de possuir este livro. Mas não o darei, jamais.” E ante uma pergunta do jornalista, diz, sempre sorrindo, os olhos azuis exprimindo ironia: “A maior parte de meus livros são sobre psicologia. Gosto muito de estudar o proximo; gosto das ciencias ocultas. Ah! Se eu pudesse transformar-me em feiticeiro!”

Ambos voltam para a outra sala, já acompanhados de Oona. Na porta o jornalista quer dar passagem primeiro a Chaplin, mas este abre caminho e diz: “É inutil você querer ver minhas costas; não sou Marilyn Monroe.” E ri, gostosamente. Deixa-se cair numa poltrona e pergunta: “Nunca esteve em Hollywood, na California? Não? Pois não vá nunca para lá. Não vale a pena”. Ergue-se, põe a mão direita sobre o peito e levanta a esquerda, para recitar: “Moi, moi seul et c’est assez.” Inclina-se e acrescenta: “De “Medéia”, de Corneille”. Oana sorri e Chaplin, ao observá-la, continua: “Minha mulher quer voltar para a Italia. Tenho um desejo feroz de rever Florença e Veneza. Florença é uma cidade estupenda. Mas sabe onde eu gostaria de viver? Nos tropicos, em Singapura, em Java, em Bali. Pena que haja muitas moscas.” E, como se estivesse dando combate a uma mosca, faz um “gag” que o jornalista considera irresistivel. Mas aproveita o instanste para fazer uma pergunta sobre o proximo filme de Chaplin. Ele agora parece irritar-se. Diz apenas: “Até agora não tenho nada de concreto. Posso dizer que não será uma tragedia como “Mr. Verdou” e “Luzes da Ribalta”, mas uma comedia moderna: um filme que focalizará os diferentes sistemas de vida dos americanos e dos europeus.” E ante uma nova pergunta de Paniucci, o genio diz: “Os americanos não me querem bem. Durante 30 anos me admiraram e depois passaram a odiar-me. Feriram-me profundamente.”

A esta altura, diz o reporter, alguns fotografos que permaneceram na cidade já estavam entrando na vila de Chaplin. Eles entram e batem chapas, perturbam a entrevista. O mestre ordena uisque para todos, e grandes doses são servidas. E Chaplin aproveita para retirar-se da sala.

Fonte: Folha OnLine

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Chaves foi inspirado no “Garoto” de Chaplin?

Junho 30, 2008

Para quem gosta de Chaves assim como gosta de Chaplin:

No episódio do álbum de fotografias (versão por volta de 1978), em que Chaves chega à vila e encontra o seu Madruga tirando uma foto da Chiquinha, o Chaves está muito, mas muito parecido com o personagem-título do filme O Garoto, de Charles Chaplin – um “chavo” (garoto) que apareceu bem antes deste.
Mas recentemente, Chespirito contou que o personagem foi baseado em um engraxate real, que se entusiasmou com uma grande gorjeta dada por ele e disse: “Com esse dinheiro dá pra comprar um sanduíche de presunto… Ou dois…” Começava a nascer, naquele momento, o Chaves. (Lembrando que no México o sanduíche de presunto é muito mais popular do que se imagina.)

Fonte: tinhaqueserochaves