Espaço do Leitor

Chaplin de cera, em Londres

O Museu Madame Tussaud possui filiais em Nova York, Washington, D.C., Las Vegas, Hollywood, Berlim, Amsterdam, Hong Kong e Shanghai.


Vejam Thiago Palmeira fazendo graça com o Chaplin de cera, do museu Madame Tussaud, em Londres.

O Museu Madame Tussauds é um famoso museu de figuras de cera. Possui a maior coleção de figuras de celebridades. A sede principal do museu está em Londres, mas também existem 13 filiais em cidades como: Nova York,Washington, D.C., Las Vegas, Hollywood, Berlim, Amsterdam, Hong Kong, Shanghai, entre outras.

Em 2008, publicamos uma matéria sobre o Chaplin de cera no Madame Tussaud. Conheça também o site do Museu.

Desenho de uma leitora


Hoje publicaremos uma homenagem que a nossa leitora Flávia Carolina, de Taboão da Serra (SP), fez ao Chaplin. Ela nos enviou um desenho que faz referência a vários filmes do artista.

“…levei 4 horas para fazê-lo, e gostaria muito que vocês publicassem”, nos escreveu em seu e-mail.

Está aí o seu desenho, Flávia. Desde já agradecemos a sua participação  no Blog Chaplin!

Desenho enviado por Flávia Carolina, de Taboão da Serra - SP. (clique para ampliar)

Carlitos Portenho

Por Sandra Helena – Buenos Aires/Argentina

Artista argentino posando para fotos

Conhecendo Charles Chaplin

Por Matheus Antônio da Cunha – Piracicaba/SP

Costumamos olhar o passado com um certo preconceito, com um desprezo, como se que aquilo que foi idealizado, produzido e criado no passado fosse um mero produto de um tempo há muito esquecido.

Quando se trata de cinema ou de música, esse desprezo se torna ainda maior e algumas das maiores obras culturais dos tempos de nossos pais, avós e bisavós são simplesmente deixadas de lado pela nossa geração, sob o desdenhoso rótulo de “velho”.

Com todo o respeito àqueles que desconhecem esse rico passado cultural, e sem querer desmerecer os artistas contemporâneos que insistem em fazer arte (em seu sentido estrito) todos nós temos muito, muito que aprender com as produções de outrora.

Admito que até poucos dias atrás desconhecia quase que completamente a obra de Charles Spencer Chaplin, ou apenas Charlie Chaplin. Conhecia apenas a fama, algumas cenas esporádicas. Limitava-se não muito além do quadro pendurado na parede do meu quarto, herança do meu avô, fã e um gracioso-vagabundo, como o personagem que Chaplin imortalizou.

Por ocasião do 122º aniversário desse que foi o principal nome do cinema mudo e até hoje um dos maiores ícones do cinema, o Google veiculou um doodle (aqueles logotipos diferentes, comemorativos, logo acima da barra de pesquisa do site) em formato de vídeo, com um ator interpretando o The Tramp, personagem mais famoso de Chaplin, conhecido por aqui como O Vagabundo. Pensei comigo que esta seria uma excelente oportunidade para eu, fã que sou da sétima arte, conhecer um pouco mais dos trabalhos de Charlie Chaplin.

Logo entrei no YouTube em busca de gravações e cenas da vasta filmografia do ator, diretor, produtor, compositor e roteirista, carreira compreendida entre os anos de 1914 e 1967. Procurei alguns dos trabalhos mais venerados, como Tempos Modernos, O Grande Ditador, O Circo e Luzes da Cidade, sendo que o primeiro e o último assisti na íntegra.

Tempos Modernos é uma crítica social em forma de película, cujas cenas da linha do repetitivo trabalho na linha de produção fordista e as más condições de trabalho que levam o Vagabundo à loucura se tornaram antológicas. Todavia, mesmo este sendo um grande filme, não é dele que pretendo falar nesse texto.

O segundo filme que vi de Chaplin merece uma atenção toda especial.

Se fosse ser rotulado nos dias de hoje, Luzes da Cidade provavelmente seria ingenuamente classificado como uma comédia romântica, como se o transloucado Jim Carey decidisse fazer um filme com a Gwyneth Paltrow. Mas a genialidade de Charlie Chaplin vai muito além de um rótulo tão simplório.

O filme começa nos (re)apresentando ao Vagabundo, em uma pitoresca cena em que o querido personagem acorda sobre uma estátua no meio de uma praça, durante a inauguração da escultura, momento em ganha vida a comédia física, quase pastelão do ator, enquanto desce do monumento sob apupos de toda a cidade.

Minutos depois, a sutileza do ator/diretor transparece no momento em que o personagem conhece uma jovem florista cega, retirando do seu bolso uma solitária moeda para comprar uma flor, que acompanhará o Vagabundo durante todo o filme, representando o amor que arrebatou seu coração.

A película se desenrola em uma impagável sequência de gags, que levam o Vagabundo desde a se tornar um sem talento lutador de boxe ou um limpador de rua, até frequentar festas da alta sociedade e a dirigir um luxuoso Rolls Royce, mas sempre com o objetivo de ajudar e conquistar a jovem florista.

Charlie Chaplin mostra a todos aqueles que não conhecem o cinema mudo a primazia de uma interpretação sem falas, compensadas por uma atuação que envolve todo o seu corpo, das expressões do rosto e olhares, até a forma de andar e agir. É a linguagem corporal em seu ápice cinematográfico, em que toda a profundidade, personalidade e sentimento de um personagem é refletida ao espectador de forma completa, sem a necessidade de qualquer diálogo.

No entanto, nenhuma cena ou gag chega à altura da sequência final do filme.

O Vagabundo conquista o coração da florista cega, mas ela precisa de ajuda financeira para conseguir ao menos pagar o aluguel e não ser despejada. Além disso, o próprio Vagabundo lê para ela uma notícia de tratamento de cegueira. Em uma de suas cômicas situações, o personagem obtém de um excêntrico milionário a quantia de mil dólares, verdadeira fortuna para época, tempos da Grande Depressão, dinheiro que é entregue até a última nota à adorável florista.

Após meses preso, mais pobre e maltrapilho do que nunca, o Vagabundo retorna às ruas da cidade, onde é humilhado e maltratado. Mas ao passar diante da vitrine de uma floricultura, o querido personagem se depara com sua amada, a jovem florista, que utilizou o dinheiro para se tornar uma promissora comerciante e se curar da cegueira.

A partir daí, todo o tato e a sensibilidade do diretor e roteirista Chaplin se sobressaem.

O adorável Vagabundo fica quase que hipnotizado olhando para a florista através da vitrine, mas ela não o reconhece. Com bondade, ela oferece ao Vagabundo uma flor e uma moeda, mas ele fica sem jeito de aceitar a gratidão e não tem coragem de admitir que foi ele quem a ajudou, provavelmente com medo de que ela, ao ver que ele é apenas um maltrapilho, e não um homem rico, o rejeitasse. De tanto ela insistir, ele aceita a flor, mas é ela quem tem que se aproximar para poder colocar dentro da mão dele a moeda.

Ao tocar as mãos do Vagabundo, a florista se dá conta que está diante do seu salvador, do seu amado, e o toca como se não acreditasse, e simplesmente pergunta, com brilho nos olhos: “É você?”. Em atuação magistral de Chaplin, o Vagabundo, cheio de timidez, leva a mão que segura a flor à boca e apenas balança a cabeça afirmativamente. A reação dela é tocante. A florista segura a mão do Vagabundo com as duas mãos e, sorrindo, a leva até o peito, na direção do coração, demonstrando o amor que sente por ele.

É poesia em forma de película.

A cena final é emocionante, tocante e representa a genialidade do ator e diretor Charlie Chaplin. Não há diálogos falados, apenas curtas, curtíssimas sentenças aparecem na tela, deixando aos atores o trabalho transparecer todo o sentimento que seus personagens, o amor, o reencontro com a pessoa querida.

Naquele momento não havia mais rico ou pobre, não havia classe social ou condição econômica que separasse os dois, apenas amor, sem explicações, sem qualquer racionalização, o sentimento em sua forma mais crua. Não há nenhuma informação do destino dos personagens, se eles ficam juntos ou não, pois isso não importa para Chaplin, não naquele momento. Ali só há amor e não havia melhor forma para o filme se encerrar.

Charlie Chaplin era um poeta, mas ao invés de tinta, usava câmeras; no lugar de papel, havia filme. Todavia, o sentimento estava lá e todos que assistiram, mesmo sem ouvir uma única voz, um único diálogo durante todo o filme, sentimos o amor dos personagens, um romance atemporal.

Esse filme merecer ser visto e revisto por todos que gostam de cinema, independentemente da idade. É um filme atemporal, uma obra prima de um diretor e ator que é o grande nome dos primeiros cinquenta anos do cinema. E assistindo sua obra hoje, com uma visão despida de preconceitos, fica claro como seu trabalho e vida estarão sempre eternizados em seus filmes, em toda sua genialidade.

A atual geração e as vindouras têm que conhecer a obra de Charlie Chaplin, cuja filmografia é uma aula de direção e atuação na qual ele nos faz aprender e sentir muito, sem ser necessário ouvir nada.

Não há rótulo, idade ou gênero para a obra de Charles Spencer Chaplin. Há apenas o cinema em sua forma mais pura: entretenimento e sentimento.

 (Matheus Antonio da Cunha – 22 de abril de 2011)

 *Vídeo da cena final de Luzes da Cidade: http://www.youtube.com/watch?v=LHBHdYgg9fI

Funk do Charles Chaplin

Por Eduardo – Rio de Janeiro/RJ

Para iniciar, publicaremos dois vídeos produzidos pelo Eduardo, do Rio de Janeiro. O eduardo fez uma homenagem ao Chaplin através de um Funk, feito pelo próprio, que por sinal bolou uma letra super divertida. Segue a descrição do material:

“Antes de mais nada, gostaria de parabenizar pelo blog, pelo sucesso dele…..e diferente de muitos por aí, esse é todo organizado, tem uma porção de comentários….muito bom mesmo, parabéns!
E…..enfim, estou mandando este e-mail pra falar de um vídeo meu do youtube. Vou fazer um preâmbulo antes, tentarei ser breve.
Na minha faculdade tinhamos q fazer um trabalho sobre Trovadorismo. Interpretei um carioca q precisa estudar pro vestibular e no final faz o “Funk do Dom Dinis”. Esse vídeo teve uma repercussão tão boa que eu decidir continuar a historinha do vídeo….pra fazer o Funk do Charles Chaplin!!!!! Tive q colocar em duas partes no youtube…a primeira é a contextualização  e a segunda parte é o funk em si”.



Tentando buscar uma melhor interação com os leitores, inauguramos esse espaço, cujo intuito é o de publicar conteúdos dos mais variados. Por exemplo: você poderá nos enviar uma foto sua daquela festa à fantasia na qual você foi fantasiado de Chaplin, ou uma música, um poema, uma frase ou um vídeo feito por você em homenagem ao Carlitos.

O espaço está aberto, fique à vontade para usá-lo da forma que desejar. Se deseja participar, basta enviar um e-mail para contato@blogchaplin.com ou blogchaplin@gmail.com nos contando uma pequena história do material a ser enviado. E então, o que achou?


  1. #1 by Karina on 06/10/2009 - 23:35

    Adorei visitar esse blog de CHAPLIN, muito interessante… Queria ter vivido essa época linda!!!
    Parabéns pela iniciativa do blog!!!

  2. #2 by Hall on 15/07/2010 - 1:01

    Obrigado, Karina!

  3. #3 by Thiago Palmeira on 09/02/2012 - 19:40

    Ai q massa amigo… não sabia q tu tinha um Blog dedicado a Chaplin… agora vo lembrar sempre d tu qnd ver algo relacionado! Abraçoooooo

  4. #4 by Augusto on 02/04/2012 - 2:04

    Sou admirador de Chaplin desde que me entendo por gente. Meu pai tinha cinema e transferiu a mim essa paixão pela obra do genial Carlitos. Tenho quase toda a filmografia de Chaplin e li várias biografias sobre ele. Não canso de ler e pesquisar sobre o tema. É com enorme alegria que descobri este blog. Vocês estão de parabéns!! Vida longa a esta maravilhosa iniciativa!! Abraços.

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