Arquivo de dezembro \31\UTC 2011
Feliz 2012!
Publicado por Hallyson Alves em Sem categoria em 31/12/2011
Agradecemos pelas inúmeras mensagens que recebemos durante o ano, nos dando a certeza de que estamos seguindo o caminho certo. Continuaremos o nosso trabalho neste, que foi primeiro blog brasileiro a disponibilizar um conteúdo exclusivo sobre o grande artista Charles Chaplin.
Continuem nos escrevendo, mandando suas críticas e sugestões, para que possamos cada vez mais aperfeiçoar o nosso Blog Chaplin.
O Blog Chaplin deseja à todos um 2012 repleto de alegria, paz, amor, saúde e prosperidade.
P.S.: Quanto ao post especial, que anunciamos no Twitter, deixaremos para o próximo ano. Falta pouco! =D
Rio de Janeiro: Exposição sobre Chaplin até fevereiro
Publicado por Hallyson Alves em Notícias em 28/12/2011
De terça a domingo, no Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, acontecerá uma exposição sobre Charles Chaplin. A mostra contém fotos de coleção da família do artista. A exposição ficará disponível até o dia 26 de fevereiro de 2012.
Local: Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho (antigo Castelinho do Flamengo)
Horário: Sempre entre às 10h e 18h
Preço: Entrada gratuita
Feliz Natal!
Publicado por Hallyson Alves em Youtube em 23/12/2011
Chegamos a mais um fim de ano, época em que presenciamos um clima de confraternização e de perspectivas para o próximo ano. É um período para renovarmos nossos pensamentos, num constante exercício de aprimoramento do nosso agir, enquanto seres humanos, visando um aperfeiçoamento da nossa essência, a fim de que possamos colher bons frutos no futuro.
Nós, do Blog Chaplin, nos sentimos felizes em compartilhar essa mensagem de Natal com todos os leitores que nos acompanham há 4 anos, bem como com os novos leitores que estão chegando, para somar essa grande família de admiradores de Charles Chaplin por todo o mundo.
25 de dezembro é uma data marcante. Foi nesse dia, também, que o homenzinho nascido em Londres, que conquistou o mundo com sua arte, partiu para outro plano. Enfim, descansou. Entretanto, seu trabalho ficou eternizado pelo personagem que criou, cativando o mundo inteiro pela sua simplicidade e inteligência. É com esse pensamento e profundo agradecimento pela contribuição de Chaplin ao cinema que desejamos à todos um Natal cheio de bondade, de humanidade, de sorrisos e de profundo respeito ao próximo.
Deixamos uma singela lembrança de um dos momentos memoráveis do pequeno vagabundo, eternizado na famosa “Dança dos pãezinhos”, que faz parte do filme “Em busca do ouro” (The Gold Rush), de 1925.
Boas Festas!
Participação de uma leitora
Publicado por Hallyson Alves em Foto em 15/12/2011
Hoje publicaremos uma homenagem que a nossa leitora Flávia Carolina, de Taboão da Serra (SP), fez ao Chaplin. Ela nos enviou um desenho que faz referência a vários filmes do artista.
“…levei 4 horas para fazê-lo, e gostaria muito que vocês publicassem”, nos escreveu em seu e-mail.
Está aí o seu desenho, Flávia. Desde já agradecemos a sua participação no Blog Chaplin!
Charlie Chaplin contra a máquina
Publicado por Hallyson Alves em Artigos, Textos em 14/12/2011
Quando o filme Tempos Modernos chegou às telas, em 1936, o mundo já convivia com o cinema sonoro há quase 10 anos. Durante todo esse tempo, o “vagabundo”, personagem que conhecemos como Carlitos, criado por Charlie Chaplin — que compartilhou nas primeiras décadas do século XX o infortúnio dos desvalidos, que viam nele uma identificação com suas geniais performances —, ficou sem aparecer nos cinemas.
No intervalo do seu último filme, Luzes da Cidade, e o lançamento de Tempos Modernos, Chaplin amadureceu a ideia de que o “vagabundo” não iria transitar no mundo do cinema sonoro. Decidiu, então, que Tempos Modernos seria o último filme do personagem.
O mundo tinha mudado muito nessa época, e já se vivia a tensão de uma nova guerra que estava por vir. Em 1931, Chaplin tinha feito uma turnê pela Europa e viu que os males que afligiam a economia americana — a recessão e o desemprego — estavam presentes em todo lugar. Viu, também, que os capitalistas europeus, a exemplo dos americanos, buscavam superar a crise através de alterações no processo produtivo, adaptando-se aos novos tempos, racionalizando cada vez mais a produção. Os conceitos de Henri Fayol e Frederick Taylor, de racionalizar as operações de trabalho, levariam a um considerável ganho de produtividade, reduzindo o custo unitário dos produtos e ampliando a margem de lucro através de implementos que tiveram seu ápice com alinha de montagem fordista. Isso encantava os empresários. A aplicação dessas ideias resultou no desemprego de milhões de pessoas, contribuindo para acelerar o confronto dos países capitalistas através da guerra. O conflito aliviaria as tensões sociais internas e abriria as portas para novos mercados.
Retornando aos Estados Unidos, vivamente sensibilizado com essas questões, Charlie Chaplin tomou a decisão de fazer um novo filme, onde retrataria esse novo mundo. O cineasta sempre teve uma visão diferente daquela que estava sendo construída pelas elites econômicas da burguesia liberal. Sua Utopia era uma sociedade mais justa, com pleno emprego, sem a violência do Estado, com a felicidade ao alcance de todos, sem o racionalismo científico que tirava do ser humano a sua essência humanista, procurando transformá-lo em máquina. Eram ideias que ele procuraria sintetizar mais tarde, na cena final seu próximo filme, lançado já em plena guerra: O Grande Ditador.
Em Tempos Modernos, Chaplin nos mostra o “vagabundo” — antípoda da sociedade moderna racionalizada — às voltas com a linha de montagem fordista, em um ambiente asséptico, científico, controlado e não menos cruel. Numa cena clássica, vemos o nosso herói ser sugado, literalmente, pelas engrenagens das máquinas industriais, sem condições, portanto, de se adaptar a linha de produção, e por isso mesmo, levado a loucura.
Nesses novos tempos, mais do que nunca, a competição econômica forçaria as empresas a buscarem a eficácia, revolucionando o trabalho, a técnica e os produtos, que adiante voltam a competir e a serem revolucionados, em um processo contínuo e infindável. Noutras palavras: estaria na lógica da produção de mercadorias a obrigatoriedade das empresas a racionalizarem o desenvolvimento das suas forças produtivas. Isso exige, além da técnica, um operário totalmente adaptado a essa nova forma de produção — o que evidentemente não é o caso do nosso “vagabundo”. Por isso, não é sem sentido que Chaplin começa seu filme com a imagem de um rebanho de carneiros em marcha, saindo de uma fábrica: a indústria precisa de máquinas, sem vontade própria, seguindo os ditames da linha de montagem. Quem não se adaptar perde o emprego.
Os sindicatos se veem obrigados a afrontar diretamente a situação, e através das manifestações e das greves buscam melhores condições de trabalho para seus associados. Nesse contexto, nosso herói acaba sendo envolvido pelo turbilhão dos movimentos grevistas: é preso pelas malhas do Estado e dominado pelas forças da burguesia industrial.
Nesse momento, vemos também, que o próprio Estado mudou. Racionalizando-se e se adaptando aos novos tempos, exige um comportamento da sociedade dentro de parâmetros legais de uma nova ordem. No filme, houve uma cena — que mais tarde foi retirada — onde o “vagabundo” causa a maior confusão por não se adaptar à ordem que todos devem ter para atravessar um sinal de trânsito numa esquina super movimentada, confundindo-se com os semáforos que continuamente dão ordem para seguir ou parar. Perseguido pelo guarda, é obrigado a fugir.
Situações como essa vão se repetindo em diversos momentos do filme: o “vagabundo” e sua amada — interpretada pela jovem Paulette Goddard
— preocupando-se em passar todo o tempo na busca de trabalho e de uma vida melhor, driblam as dificuldades da pobreza, alternando-se em momentos de liberdade ou prisão.
Tempos Modernos mostra também a racionalização do comércio, fazendo com que o casal passe uma noite em uma loja de departamentos, precursora dos nossos conhecidos shoppings centers, onde nossa heroína delicia-se em experimentar casacos de vison, acabando por adormecer em uma cama exposta para venda.
No fim, eles conseguem emprego quando alguns empresários, observando a forma natural como Paulette dança em plena rua, oferecem-lhe a oportunidade de se transformar em bailarina, que ela aceita, mas com a condição de que também haja emprego para seu companheiro de ruas. Chaplin transforma-se em cantor e bailarino e, num inusitado desempenho, nos brinda com um número-música impagável, onde pela primeira vez podemos ouvir a voz do “vagabundo”.
Tempos Modernos não somente é uma obra de arte, como é a obra prima de Charlie Chaplin. Mostra o seu amadurecimento como cineasta dentro de uma vasta galeria de excelentes filmes. No filme, Chaplin já anuncia os rumos que a humanidade irá tomar após o final da II Grande Guerra, com a hegemonia do American way of life, ou seja, a forma de ser do capitalismo americano, que seria implantado no mundo, garantido pela Pax das suas forças armadas.
Seu roteiro nos toca pela clareza e momentos poéticos, mesmo que o retratado seja a crueldade do sistema capitalista, que reduz os homens a simples máquinas para serem consumidas e descartadas. Seus personagens — principalmente o “vagabundo” e a pequena órfã, de Paulette Goddard — nos mostram um otimismo tocante, num quadro onde a todo o momento tentam esmagá-los e reduzi-los a nada: são as engrenagens de uma sociedade cruel, que gera riquezas mas, ao mesmo tempo, exclui completamente aqueles foram os seus geradores.
Porém, eles não se deixam abater e seguem em frente na busca da felicidade a que todos os seres humanos têm direito. Trata-se de um filme otimista, que aponta para um futuro de uma vida diferente. A música Smile, composta por Charlie Chaplin, nos evolve e nos dá a certeza de que vida-vivida pode existir, mesmo na adversidade. Não é por acaso que o “vagabundo” de Chaplin é cultuado e amado por todas as gerações no mundo inteiro.
O texto acima foi produzido pelo professor de História Arlindenor Pedro, que consentiu com a publicação do mesmo no Blog Chaplin. Arlindenor é ainda consultor de Projetos Educacionais e de acordo com a sua biografia, foi anistiado por sua oposição ao Regime Militar no Brasil, instalado na década de 1960.
Ben Stiller ganha prêmio Charlie Chaplin
Publicado por Hallyson Alves em Notícias em 10/12/2011
O ator Ben Stiller (Uma noite no Museu I e II), foi homenageado com o prêmio Charlie Chaplin no The Britannia Awards 2011. A premiação aconteceu na noite do dia 30 de novembro em Beverly Hills (EUA).
O comediante ganhou o prêmio por sua contribuição ao humor. De acordo com Nigel Lythgoe, presidente do BAFTA em LA, esta é uma forma de celebrar as conquistas de quem tem dedicado suas carreiras para promover o entretenimento como uma arte.
“Ben Stiller é um mestre da comédia, assim como Chaplin, ele incorpora os talentos de ator, escritor, diretor e produtor”, afirma Lythgoe.













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