Arquivo de outubro \22\UTC 2011

Teleton 2011 – O Blog Chaplin apóia!

Queremos fazer um apelo à todos os leitores do Blog Chaplin, que tanto prestigiam esse espaço, para contribuírem com o Teleton 2011, fazendo suas doações à AACD, através dos seguintes números:

Para doar R$ 5,00 ligue: 0500 12345 05

Para doar R$ 10,00 ligue 050012345 10

Para doar R$ 30,00 ou mais ligue 0800 774 2011

Ou ainda, se quiser doar qualquer valor, acesse: www.teleton.org.br

A meta para 2011 é arrecadar 25 milhões de reais em doações. Parte do dinheiro arrecadado será investido numa nova unidade da AACD em alguma região do Brasil e a outra parte servirá para a manutenção das demais unidades da AACD já existentes.

“Não posso crer que nossa existência não tenha sentido; que ela seja acidente, como nos querem convencer alguns cientistas”.

Charles Chaplin

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Era Chaplin ateu?

Não. Apesar de encontrarmos várias referências na internet afirmando tal posição, nenhuma delas merece legitimidade.

Há alguns dias uma entidade ateísta brasileira anda divulgando um cartaz (sendo disseminado principalmente nas redes sociais, a exemplo do Facebook) que mostra duas fotos, lado a lado, onde, de um lado está Charles Chaplin (como ateu) e do outro, Adolf Hitler (como católico). Logo acima, a frase: “Religião não define caráter”. Claramente vemos a proposta da entidade de afirmar que, ao contrário de Chaplin – que supostamente era ateu e não cometeu tanto mal – Hitler, que se dizia religioso, foi o responsável por tamanha maldade para muitos.

Mas há um equívoco nessa afirmação, sobretudo quando se atribui a figura de Chaplin ao ateísmo. Quanto a Hitler, deixou evidências que foi criado e batizado na igreja católica – ainda que a partir do Nazismo, tenha criado sua própria religião (ou ideologia).

Não propomos aqui fazer juízo de valores, ou seja, acusar ou defender qualquer posição religiosa ou ideológica, entretanto, registramos uma nova abordagem de acordo com o próprio histórico deixado pelo artista.

Cartaz que vem sendo compartilhado pelos membros do Facebook

Em nenhum momento da sua história – registrada ou não em sua biografia – Charles Chaplin se coloca como ateu. Isso é fato.

No portal Entre Textos, Miguel Carqueija nos sugestiona para um lado um tanto cristão do artista, principalmente quando observam-se alguns dos seus vários filmes:

A obra de Chaplin, de forma implícita, já transmite humanismo cristão. Mas há alguma coisa explícita. Num clássico de 1921, “O garoto” (The kid), podemos assistir uma cena tocante: Carlitos incentivando o garotinho (que ele encontrara como um bebê abandonado, e adotara informalmente) a rezar as orações da noite.
    Em “O grande ditador” (“The great dictator”, 1940) o protagonista, um barbeiro judeu (também interpretado por Chaplin e que guarda traços do vagabundo), declara no célebre discurso final: “No décimo sétimo capítulo do Evangelho de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem — não de um só homem ou grupo de homens, mas de todos os homens.” Noutro trecho, em tom de crítica, observa: “nossos conhecimentos tornaram-nos céticos” (isto é, descrentes). 

Em outra ocasião, numa entrevista concedida em 1940, diante do questionamento de críticos que se preocuparam em tentar desvendar se Chaplin era de origem judaica, ele respondeu: “Eu me sentiria orgulhoso de ser judeu, mas não possuo uma gota sequer de sangue judeu”. Teria dito outro dia “As duas personagens que eu mais desejaria recriar em um filme seriam Napoleão e Jesus Cristo”.

Em “O Pensamento Vivo de Chaplin“, publicação muito conhecida que reúne alguns dos principais pontos sobre a vida de grandes mestres do pensamento mundial, a exemplo de Einstein, Freud, Gandhi, Marx, Netzsche, Darwin, Buda, entre outros, encontramos uma passagem interessante, na qual Chaplin diz:

À medida que vou envelhecendo, mais me preocupa a questão da fé. Ela está em nossa vida bem mais do que supomos e inspira as nossa ações bem mais do que a imaginamos. Creio que a fé é precursora de todas as nossas idéias. Sem fé não teríamos criado hipóteses, teorias, ciência ou matemática. Penso que a fé é uma extensão do espírito. É a chave que abre a porta do impossível. Negar a fé é refutar a sim mesmo e ao espírito que gera todas as nossas forças criadoras.

E ainda:

Minha fé é no desconhecido, em tudo que não podemos compreender por meio da razão; creio que o que está acima do nosso entendimento é apenas um fato em outras dimensões e que no reino do desconhecido há uma infinita reserva de poder.

Como vimos, se em nenhum momento Chaplin falou que era religioso, pelo menos sobre ser ateu também nada mencionou.

Referências:

CLARET, Martin. O Pensamento Vivo de Chaplin. São Paulo, Martin Claret Editores, 1984.

http://www.portalentretextos.com.br/colunas/anexos-da-realidade/deus-e-charles-chaplin,248,6691.html Consulta em 22/10/2011.

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“Chaplin e a Sua Imagem”, em São Paulo

A partir de hoje, 20/10 até o dia 27/11 será realizada a exposição “Chaplin e a Sua Imagem”, com promoção do Catraca Livre.
A exposição será realizada no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Contará com mais de 200 fotos, filmes, cartazes que mostrarão a história de Charles Chaplin.
O material que será exibido faz parte do acervo familiar de Chaplin, contando com o apoio da Chaplin Association e da italiana Cineteca del Comune di Bologna.

Vale à pena conferir!

Chaplin e a Sua Imagem
Período: 19/10 a 27/11
Dias: Terças, Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 11:00 às 22:00
Onde: Instituto Tomie Ohtake, Rua Coropés, 88 – Pinheiros – São Paulo

Entrada gratuita

Mais informações: http://www.institutotomieohtake.org.br/inicio/teinicio.htm

Contribuiu para essa matéria: Elisabeth Cristina

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O Mistério do Viajante do Tempo no Filme de Chaplin

Uma das polêmicas recentes que apareceram na Internet ultimamemte, foi o viajante do tempo, falando ao celular no filme “The Circus” de Charles Chaplin.
O Britânico chamado George Clarke encontrou neste filme de 1928 uma intrigante cena, onde aparece toda faceira uma senhora “supostamente” falando em um celular. A cena realmente é de dar arrepios. É possivel perceber nitidamente que esta senhora está apoiando algum objeto junto ao ouvido como se realmente se tratasse de um celular, e ainda por cima é possivel notar que sua boca se move, como se estivesse falando com o objeto em questao.
Em seu blog pessoal, Clarke dá um testemunho bastante intrigante:
“Uma grande mulher vestida de preto com um chapéu, escondendo a maior parte de seu rosto e segurando o que só pode ser descrito como um telefone celular – falando enquanto ela caminha sozinha. Estudei este filme por mais de um ano, mostrando-o a mais de 100 pessoas e em um festival de filmes, mas ninguém consegue me oferecer explicações ao que ela está fazendo. Minha única teoria, assim como a de outros, é simples… uma viajante do tempo usando um telefone celular”.
A explicaçao mais pláusivel e talvez conclusiva, é que esta senhora provavelmente estava utilizando um “ear trumpet” ou uma “corneta de ouvido”, que era os aparelhos auriculares da época. Na foto abaixo podemos ver a fotos de dois homens usando estas cornetas. A corneta do homem à esquerda é mais aparatosa, porém na foto à direita podemos ver um senhor utilizando uma corneta mais discreta
O site LiveScience explica:
“Como se poder ver em estas fotos, os aparelhos auditivos antigos, sejam mecânicos ou por ressonância, não eram necessariamente longos e curvos” Muitos deles tinham formas curtas, compactas e retangulares não eram incomuns. Aparelhos auditivos do século 19 com ressonância, tal como cornetas acústicas, ainda eram fabricados em grande número nas primeiras décadas do século 20, e o design básico não mudou muito, apenas incorporou materiais mais novos e parecidos com plástico”.
“Além disso, eu suspeito que a mulher tenha mais de 50 anos, então ela usar um aparelho do século 19 em 1928 não é um exagero”, conclui o site.
Se você ainda nao se convenceu, confira clicando aqui, a cena deste filme e tire suas proprias conclusões.

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