Posts de Março, 2009

h1

Morre Sydney Chaplin aos 82 anos

Março 21, 2009

A morte ocorreu no dia 03 de março deste ano. Sydney Chaplin era o filho mais velho de Charles Chaplin com sua segunda esposa, Lita Grey. Assim como o pai, ingressou na carreira artística, tendo recebido o prêmio Tony por sua atuação em “Bells are Ringing”, na Broadway.

Sydney atuou com o pai, Charles Chaplin, em Luzes da Ribalta (1952).

Lita Grey, segunda esposa de Chaplin com os filhos Charles Jr. e Sydney.

Lita Grey, segunda esposa de Chaplin com os filhos Charles Jr. e Sydney.

Segundo filho de Charles Chaplin e sua segunda esposa, Lita Grey, Sydney Chaplin nasceu em Beverly Hills em 1926 e afirmou em entrevistas não ter conhecido muito seu pai quando criança.

Depois de servir na 2a Guerra Mundial, Sydney começou a atuar, co-fundando o Circle Theater em Los Angeles e participando de inúmeras peças e filmes.

Ele conquistou um prêmio Tony pelo musical “Bells are Ringing”, nos anos 1950, e participou do último filme dirigido por seu pai, “A Countess from Hong Kong”, de 1967.

Filmografia:

  • Limelight (1952) … Neville
  • Land of the Pharaohs (1955) … Treneh
  • Confession (1955) … Mike
  • Abdullah the Great (1955) … Ahmed
  • Pillars of the Sky (1956) … Timothy
  • Fours Girls in Town (1957) … Johnny Pryor
  • Quantez (1957) … Gato
  • A Countess from Hong Kong (1966) … Harvey
h1

Chaplin por Truffaut*

Março 19, 2009
François Truffaut

François Truffaut

*O prefácio de François Truffaut encontra-se no livro Charlie Chaplin, de André Bazin pela Editora Jorge Zahar. Eis um fragmento dele:

“Charlie Chaplin é o cineasta mais célebre do mundo, mas sua obra quase se tornou a mais misteriosa do cinema. À medida que expiravam os direitos de exploração comercial de seus filmes, Chaplin proibia a distribuição, escaldado, convém esclarecer, por inumeráveis reedições piratas, e isso desde o início de sua carreira. As novas gerações de espectadores que chegavam só conheciam O garoto, O circo, Luzes da cidade, O grande ditador, Monsieur Verdoux, Luzes da ribalta de ouvir falar.

(…)

Durante os anos que precederam a invenção do cinema falado, pessoas no mundo inteiro, principalmente escritores e intelectuais, zombavam e desdenhavam do cinema, no qual viam apenasa uma exceção, Charlie Chaplin – e compreendo que isso parecesse odioso a todos aqueles que tinham visto com atenção os filmes de Griffith, Stroheim e Keaton. Foi a polêmica em torno do tema: o cinema é uma arte? Mas esse debate entre dois grupos de intelectuais não dizia respeito ao público, que, por sinal, não se questionava sobre o tema. Com seu entusiasmo, cujas proporções são difícies de imaginar hoje – seria preciso transferir e estender o mundo inteiro o culto prestado a Eva Perón na Argentina -, o público fazia de Chaplin, no momento em que terminava a Primeira Guerra Mundial, o homem mais popular do mundo.

Se fico maravilhado, cinquenta e oito anos depois da primeira aparição de Carlitos na tela, é porque vejo nisso uma grande lógica – e nessa lógica, uma grande beleza. Desde seus primórdios, o cinema foi feito por pessoas privilegiadas, ainda que não se tratasse, até 1920, de praticar uma arte. Sem repetir o refrão, famoso desde maio de 1968, a propósito do “cinema burguês”, gostaria de observar que sempre houve grande diferença, não apenas cultural, mas biográfica, entre as pessoas que fazem os filmes e as que a eles assistem”.

Veja mais:

Charlie Chaplin, de André Bazin

Charlie Chaplin, de André Bazin - Jorge Zahar Editor

Preço: R$ 32,00 [Comprar]