
Charlie Chaplin e Albert Einstein durante a estreia do filme «City Lights» de Chaplin em 1931.
Poucos cientistas, principalmente físicos e matemáticos, podem afirmar ter tido o tratamento de verdadeiras estrelas, embora o seu trabalho assim o merecesse. No entanto Einstein poderia afirmar isso. Na sua visita a Hollywood, nos anos trinta, Einstein causou uma verdadeira loucura mediática. Um dos muitos que se renderam ao charme do físico foi Charlie Chaplin que convidou Einstein para a estreia do seu filme «City Lights». Conta-se que, enquanto circulavam pelas ruas da cidade e, os transeuntes aplaudiam os dois grandes senhores, Chaplin teria se virado para Einstein e dito: «As pessoas aplaudem-no porque nenhuma delas o entende e aplaudem-me porque todos me compreendem».
Einstein teria também pedido a Chaplin que lhe possibilitasse um encontro com a atriz Paulette Goddard, até então casada com Chaplin, possuidora de um “belo rosto, de um altíssimo nível”, segundo o próprio Einstein.

Paulette Goddard
O encontro ocorreu em Nova Iorque no Oyster Bar; “Ela estava radiante e maravilhosa. Quando me pareceu que apenas um minuto tinha se passado, consultei o relógio e descobri que, na realidade, tinham-se passado 57 minutos completos, os quais arredondei para uma hora. Ao voltar para casa, liguei uma chapa de fazer waffles e deixei-a aquecer. Em seguida, sentei-me sobre ela. Eu estava usando calças e uma camisa branca, comprida, por fora das calças. Quando me pareceu que mais de uma hora tinha passado, levantei-me e consultei o relógio e descobri que, na verdade, menos de um segundo tinha se passado. Para manter consistência das unidades na descrição dos dois eventos, arredondei para um minuto, chamando depois um médico”.
E isto é relatividade. O estado mental do observador desempenha um papel crucial na percepção do tempo (conclusão de Einstein).
Fonte: «Effects of External Sensory Input on Time Dilation.», A. Einstein, Institute for Advanced Study, Princeton