
No dia 25 de Dezembro de 1977 morria em Vevey, Suíça, um dos mais célebres cineastas de que se tem notícia. Charles Spencer Chaplin deixaria para o mundo um legado de cerca de 80 filmes, entre longas e curta-metragens.
Impossível não lembrar da figura do pequeno little tramp, o vagabundo com sorriso doce, jeito tímido e enorme capacidade de encarar a vida com alegria, mesmo sendo ela tão difícil. “A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe” – dizia Charles. Personagem notável que se faz presente na maioria de suas produções e ainda hoje causador de risadas e lampejos de emoção, Chaplin cativou o mundo e produziu filmes inesquecíveis como O garoto, onde a emoção contida meche com o coração do público, O circo, uma das melhores comédias de Charlie (realizado em um dos momentos mais difíceis de sua vida particular) e o emblemático Tempos Modernos, ainda hoje tema de teses acadêmcias por todo o mundo. Isso para citar alguns, que merecem de certo mais tempo para discorrer acerca de sua importância para a cinematografia mundial.
30 anos se passaram desde sua morte e, no entanto, a imagem de Chaplin continua tão viva nas lembranças de cada expectador que pôde ter algum contato com sua obra, que este acaba tornando-se de certa maneira imortal. Afinal se a imortalidade é o desejo de muitos de nós, certamente o pequeno grande homem ganhou sua imortalidade ao longo de sua vitoriosa carreira em que produziu verdadeiras obras primas para a posteridade.
Aos 88 anos de idade, noite de Natal, em sua casa na Suíça o notável gênio suspirou pela última vez enquanto dormia.


